
A consolidação da economia colonial intensificou o tráfico de africanos para o Brasil, especialmente para o Nordeste, onde um tipo de agroindústria se concentrou e floresceu com o cultivo da cana-de-açúcar.
Em 1586, na Colônia, as estimativas davam uma população de cerca de 57.000 habitantes – e deste total 25.000 eram brancos, 18.000 índios e 14.000 negros.
Em 1798, segundo o cálculo de Santa Apolônia, para uma população de 3.250.000 habitantes, havia um total de 1.582.000 escravos, dos quais 221.000 pardos e 1.361.000 negros, sem contarmos os negros libertos, que ascendiam a 406.000.
Prosseguindo a chegada de africanos, aumentava o seu peso demográfico no total da população brasileira.
Para o biênio 1817-1818, as estimativas de Veloso de Oliveira davam, para um total de 3.817.000 habitantes, a cifra de 1.930.000 escravos, dos quais 202.000 pardos e 1.361.000 negros. Havia, também, uma população de negros e pardos livres que chegava a 585.000.

Embora não tenhamos possibilidades de estabelecer o número exato de africanos importados pelo tráfico, podemos fazer várias estimativas. Elas variam muito e há sempre uma tendência de se diminuir esse número, em parte por falta de estatísticas e também porque muitos historiadores procuram branquear a nossa população. Essas discussões sobre o número de africanos entrados no Brasil se reacenderam quando se procurou quantificar essa população escrava, e posteriormente a afro-brasileira, para com isto estabelecer-se o padrão do que se poderia chamar de homem brasileiro.
A apuração da nossa realidade étnica excluiria o branco como representativo do nosso homem. Daí se procurar subestimar o negro no passado e a sua significação atual.
Chama-se de tráfico negreiro o transporte forçado de negros como escravos para as Américas e para outras colônias de países europeus, durante o período colonialista.
A escravatura foi praticada por muitos povos, em diferentes regiões, desde as épocas mais antigas. Eram feitos escravos, em geral, os prisioneiros de guerra.
Na Idade Moderna, sobretudo a partir da descoberta da América, houve um florescimento da escravidão. Desenvolvendo-se então um cruel e lucrativo comércio de homens, mulheres e crianças entre a África e as Américas. A escravidão passou a ser justificada por razões morais e religiosas e baseada na crença da suposta superioridade racial e cultural dos europeus.
Os portugueses já usavam o negro como escravo antes da colonização do Brasil, nas ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. O tráfico para o Brasil, embora ilegal a partir de 1830, somente cessou em torno de 1850, após a aprovação de uma lei de autoria de Eusébio de Queirós, depois de intensa pressão do governo britânico, interessado no desenvolvimento do trabalho livre para a ampliação do mercado consumidor.
Iniciado na primeira metade do século XVI, o tráfico de escravos negros da África para o Brasil teve grande crescimento com a expansão da produção de açúcar, a partir de 1560 e com a descoberta de ouro, no século XVIII. A viagem para o Brasil era dramática, cerca de 40% dos negros embarcados morriam durante a viagem nos porões dos navios negreiros, que os transportavam. Mas no final da viagem sempre havia lucro. Os principais portos de desembarque no Brasil eram a Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco, de onde seguiam para outras cidades.
PRECONCEITO :

Apesar de muitas pessoas lutarem contra o preconceito racial, ainda podemos perceber o preconceito crescendo no Brasil. Podemos perceber muitos apelidos preconceituosos, até mesmo em grupos de amigos.
Até hoje percebemos que muitas escolas particulares não têm muitos alunos negros, e os poucos que têm sofrem preconceito, muitas vezes, até em seu grupo de amigos. Muitas pessoas não têm nem idéia de o que é sofrer algum tipo de preconceito, por isso continuam dando apelidos, xingando, e sendo preconceituosa.
Hoje em dia, para entrar nas faculdades, os negros tem preferência, a cota. A cota dá preferência para negros, pardos e quem estudou em escola pública. A cota tenta ajudar essas pessoas, que muitas vezes não têm tantas chances de estudar. Mas a cota também gera preconceito, porque muitas pessoas pensam que perderam a vaga da faculdade para negros, e acaba gerando mais preconceito entre as pessoas.
Outro preconceito muito forte é que muitas lojas não aceitam como funcionários pessoas negras. este tipo de preconceito é muito forte, porque faz com que os negros se sintam inferiores, e faz com que se sintam burros e inúteis, mas isso não é verdade, pois somos todos iguais , e temos os mesmos direitos.
De tudo que foi comentado podemos concluir que ainda existe preconceito racial no Brasil, mas não podemos deixar que ele continue. Brancos, negros, azuis e amarelos, o mundo precisa da ajuda de todos para acabar com o preconceito.